Satsang

A Presença da Consciência de Ser Felicidade

O termo Advaita é uma palavra sânscrita que significa literalmente “não dois”. Refere-se ao ensinamento mais elevado do Advaita Vedanta e da Sophia Perennis: que existe apenas uma única Realidade, a qual é o núcleo quinta essencial de todas as grandes Tradições espirituais.

 

Advaita, muitas vezes traduzido como não-dualidade, não é uma filosofia ou uma religião. É a experiência direta da nossa verdadeira natureza de Consciência universal, que se revela como Felicidade, Amor e Beleza.

 

Advaita, na sua forma mais pura, é transmitido de geração em geração por uma linhagem de sábios. Ramana Maharshi, Nisargadatta Maharaj, Atmananda Krishna Menon e Jean Klein foram sábios que ensinaram no século XX.

A abordagem deles era distinta porque apontava diretamente para a experiência da verdadeira natureza de um buscador espiritual. Este ensinamento, Advaita Vedanta, é também chamado da Via Direta.

 

A iluminação ou despertar espiritual é o autorreconhecimento repentino de que a não-dualidade ou a unidade com o Todo da Consciência que Somos, é o que sempre foi e que sempre será a realidade da nossa experiência direta.

 

A autorrealização é a subsequente estabilização na Paz, Felicidade e Liberdade do nosso não estado natural de Ser Consciência auto-Luminosa.

Meditação Guiada

Ser Presença – Reflexos do Esplendor da Consciência Auto Luminosa

Somos Consciência Auto Luminosa experimentando-se em ressonância com o Ser através do humano!
Quando se trata de compreender nossa autêntica natureza, ela É.

 

Não se encontra no que somos enquanto corpo, enquanto sensação, pensamento, no que é relativo.

 

Todo relativo, tudo percebido está no espaço e no tempo. O que somos esta fora do tempo, não pode ser alcançado. Um objeto se deixa alcançar, mas não somos um objeto, somos o sujeito último, e enquanto não entendermos isto perfeitamente, permaneceremos na atitude de alcançar, de obter.
Um objeto se deixa obter! Mas nossa natureza autêntica não,

ela É!

 

Quando este habito de querer obter nos abandona, se dissolve nesta compreensão de que não tem nada a ser obtido, nos encontramos totalmente no presente, em um presente que não tem nada que ver com o relativo;
o relativo com suas expressões, mas do qual a PRESENÇA/SILÊNCIO não é a expressão.
O que somos, Presença, éramos antes de nosso nascimento e seremos depois do que se chama morte.
Assim, a PRESENÇA não se deixa obter porque ela É.

 

É uma percepção instantânea de nossa Totalidade. Se você se situa na Totalidade, neste posto de observação,
todos seus movimentos, se referem ao que chamas de Amor. Se você se situa no posto de observação da pessoa, todas suas ações são duvidosas.

Você tem que se ver e se habituar a uma espontaneidade total. Na Espontaneidade não existe escolha.

 

Existe uma espontaneidade autêntica quando você está despojado por completo do conceito de “eu”, quando esta livre do ator, do personagem.

 

A espontaneidade não se pensa, não se calcula, é o resultado de nossa Ausência enquanto ego.
A personalidade é simplesmente um instrumento, é um veículo que lhe transporta, mas identificar-se com o veículo não tem sentido.

 

A meditação consiste em não ser outra coisa que a Presença e a Abertura deste Espaço!
Não ser outra coisa que este Espaço e tudo que contêm!
E em particular, não ser uma coisa em particular que esta contida neste Espaço.
Ou bem somos o Espaço ou o Espaço com tudo o que contêm!
Sentir-se abertos, sentir-se dentro desta abertura, sentir-se a Abertura!

 

Então estamos completamente abertos, já não existe nenhuma diferença entre o relaxamento mental e relaxamento corporal! Tudo se entrega à Presença, à Abertura e ao Espaço!

 

Pensamentos, sensações e sons surgem por si mesmos dentro desta Abertura, se manifestam e morrem nesta Abertura, neste Espaço! Neste instante, seu corpo está totalmente transparente,
seu corpo é o Universo! Seu corpo é pura Felicidade e Maravilhamento de SER!

VOCÊ É CONSCIÊNCIA AUTO LUMINOSA!

Textos

Contemplação e estudos de textos de sábios tradicionais

Prática de Não Meditação

“Solitude e imobilidade do corpo”

JEAN KLEIN

I – Postura Sentada e Relaxamento                  

Não podemos nos isolar voluntariamente para meditar, mas podemos estar sós no estado meditativo.
Quando estamos sós, confortavelmente instalados e com o corpo imóvel, a agitação mental impede todo relaxamento autêntico, qualquer sensibilidade interfere no livre jogo da respiração… A potencia de nossos condicionamento não nos permite ser vigilantes e silenciosos.
O silêncio do pensamento é ação e resultado, ele é o estado meditativo.
Quando as circunstâncias e a “inteligência” propiciem que o pensamento não tenha mais razão de ser, o pensamento chega ao fim.
Do estado meditativo vem o relaxamento e a normalização da respiração.
A meditação não pode ser organizada, mesmo na solidão, e o grupo cria uma dependência.
O estado meditativo é liberdade.
Não existe, pois, premeditação ou motivação, portanto, não há tema para meditação.
A meditação é o estado de pura atenção.
A pura atenção não se limita a um lugar ou a um momento privilegiado do dia ou da noite.
A simples atenção silenciosa e espontânea à respiração e seu encontro com o
centro umbilical, não tem relação com uma busca ou esforço de concentração que
é a negação da liberdade.
Não há diferença entre estar atento ao encontro da respiração com o centro vital e estar atento à totalidade do movimento da vida. É possível que durante nossas atividades diárias a exalação e a inalação e o reencontro da respiração com o centro vital reentrem no campo da atenção, isso pode se produzir naturalmente, mas não pode ser buscado porque não há nada a atingir no estado meditativo.
O relaxamento deve ser a consequência da paz interior e a paz interior está na abnegação de si.
Se sentar no lado oriental ou no ocidental é sem importância.
Não nos sentamos para meditar.
Mas estar sentado de preferência voltado para Norte-Norte/Leste, com o pescoço sem tensão na extensão da coluna vertebral, equilibrada e reta, assim como os músculos
perfeitamente relaxados: cabeça, rosto, mandíbula, língua (está diretamente ligada ao cérebro), nuca, ombros e braços etc., permitem o jogo livre da respiração e favorecem a circulação do sangue e da energia.
O estado meditativo ganha em seguida, intensidade e duração, penetra nas atividades
diárias. A energia não é dissipada, a vigilância é natural e constante.
Começa a se infiltrar nos sonhos sem atrapalhar o sono. Não é necessário interpretar os símbolos, analisá-los, são compreendidos imediatamente e desaparecem com a percepção direta de sua atualidade. No início, pode-se ter a impressão de pensar e sonhar mais. Até agora, nenhuma atenção foi dada às atividades do pensador no estado de vigília, e somente alguns sonhos tocaram a mente consciente.
A partir de agora, será durante todo o dia e toda a noite que a atenção opera.
O reino do silêncio se manifesta na Consciência. Sono e e estado de vigília são um único movimento. Quanto mais atento, quanto mais se avança no conhecimento de si e mais se restabelece a ordem nos registros da memória, quanto mais atento se está, mais espirito silencioso se é.
O movimento autêntico da vida é falseado pelo pensamento.
É quando o ser é “purificado do eu”, que aquilo que está além de todo condicionamento, tempo e pensamento, passa a existir.
Estar preocupado com a energia, concentrar-se em uma postura ou no centro umbilical é sempre uma atividade condicionada dependente de um resultado. Existem os “obcecados” com a postura justa e as energias corretas: receber ou doar energia, fazer circular as energias, as normalizar…
O que é energia? Existe uma ou várias energias? Uma energia psíquica ou sexual, mental, emocional ou físico? Qual é a natureza da matéria?
Além do pensamento, na abnegação de si mesmo, não há mais emissor nem receptor.
A energia se expressa na diversidade e a unidade está na diversidade. Os opostos são a expressão da unidade.
Os conflitos psicológicos não estão nos opostos, mas nas tomadas de posições, quando o pensador acentua este ou aquele oposto.
O observador engendra o fenômeno da observação e a diferenciação da unidade da
multiplicidade é a escolha do pensador. A escolha do pensador não pode escapar aos limites de seus condicionamentos. Não se pode experimentar ou possuir a energia.
A experiência como o sentimento de posse é do domínio do pensamento, e o pensamento é uma fração de energia… A energia fracionada não é a totalidade e está no particular, é na totalidade que reina a inteligência.
Inteligência é liberdade, e a ação do pensamento está sempre no campo do condicionamento.
Ser simplesmente atento, sem escolher nem a inspiração nem a expiração, nem o centro vital, no abdômen 3,5 cm abaixo do umbigo. Sente-se o subir e o descer da respiração com o centro vital.
Atenção não é concentração, não há escolha e, portanto, não há exclusão. O ir e vir harmonioso da respiração e todo o movimento da vida interior e exterior fazem parte do campo de atenção.
É possível entender, ver e sentir com o centro vital. A atenção silenciosa está tanto no centro vital quanto em todos as partes – uma sensação luminosa pode se produzir ao nível do centro vital. Essa experiência é muito benéfica para a saúde. Isso pode ocorrer, não importa, a qualquer hora do dia ou da noite, durante exercícios de sensibilização, nas atividades cotidianas, nos esforços, assim como na posição sentada e nos exercícios respiratórios.
O conhecimento de si não pode ser “cultivado” na posição sentada.
Além do condicionamento está o não-manifestado. O não-manifestado existe independentemente do manifesto.
Por vários processos derivados da hipnose – repetição de palavras, visualização e concentração – obtém-se a cessação do pensamento ou o vazio mental. Não existe vazio mental. A cessação do movimento do pensamento é imobilidade, e a imobilidade do pensamento não é o fim do pensamento.
A cessação das atividades do pensamento ocorre naturalmente através da manifestação do conteúdo da totalidade do inconsciente.
Quando não há mais “conteúdo”, o que contêm não tem mais razão de existir. Isso é consequência do conhecimento de si, não de uma decisão ou de um método. Não existe mais que uma energia na diversidade.
É a consciência pessoal de si que cria as ilusórias divisões entre mente e corpo, o pensador e o pensamento, o consciente e o inconsciente, a energia e as energias, imobilidade e movimento.
O indivíduo não é o universal e o universal não é o indivíduo.
Só há vida no “eterno presente”.
Existe uma postura sentada justa, mas no estado de pura atenção, não se preocupe com a postura… da posição da cabeça, da coluna vertebral etc., nem mesmo a respiração ou do centro vital…
Quando a mente está silenciosa, atenta, o corpo sente a postura que lhe convém; os processos de relaxamento se despertam e as tensões físicas desaparecem.
A pura atenção não pode ser orientada, não tem direção, mesmo que venha a se concentrar em si mesma.
A respiração e suas trocas com o centro umbilical – ou centro vital – se inserem no campo da pura atenção.
Quando a ordem é estabelecida nos registros da consciência, quando a respiração e as energias são normalizadas no organismo, o centro umbilical tem sua própria sensibilidade na percepção do presente.
Ninguém pode ensinar a postura justa. O corpo tem sua própria inteligência, e é na liberdade que se expressa a inteligência.

II – Relaxamento profundo

O relaxamento é a consequência da atualização, através da atenção pura, das tensões, nós físicos e psíquicos que, quando revelados em suas causas e em seus efeitos, caem instantaneamente.
As funções cerebrais tornam-se muito sensíveis; processos de relaxamento são acionados. A lucidez opera no organismo.
Para ajudar os iniciantes ao relaxamento, os sensibilizamos da inspiração, expiração, respiração, centro vital, tensões físicas, língua – que é muito importante –, sensações físicas internas, bem como o contato do corpo com o solo…pressão, toque, temperatura… as sensações que atravessam a pele…
O relaxamento é mais fácil quando o corpo está em repouso, sentado e, principalmente, deitado de costas.
A complacência no relaxamento físico é uma fuga para a passividade, mas a ação positiva surge do relaxamento.
O relaxamento facilita a flexibilidade do corpo e a normalização da respiração, o que é indispensável para a manifestação da atenção.
A atenção é o estado meditativo.
A meditação não está mais ligada às funções do cérebro do que às outras funções do organismo e do corpo. É inseparável da sensibilidade do organismo ao que é atual, e a sensibilidade do organismo está na paz interior.
Os métodos de relaxamento têm sua razão de ser no contexto da medicina, de uma terapia adaptada a um caso particular, mas nenhum método leva ao relaxamento autêntico.
Sem relaxamento autêntico, não há renovação, nem sensibilidade e espontaneidade, portanto, não há criação.
O desejo de alcançar um resultado, de alcançar a transformação física ou psicológica
fortalece a consciência pessoal de si e mantém um estado de tensão cerebral.
O esforço de concentração, ou hipnose e seus derivados, como a visualização, pode trazer um certo relaxamento físico que não é o relaxamento autêntico.
O relaxamento genuíno vem da pura atenção plena no silêncio do pensamento;
portanto, não pode ser dirigido por um especialista.
A pura atenção ao movimento do pensamento é o ato de compreensão que põe fim ao pensamento.
Toda atitude mental, mesmo inconsciente, é fracionada e um desperdício de energia. É a circulação e normalização das energias no organismo que desencadeia o processo de relaxamento e vice-versa. Escolher entre o corpo e o pensador é sempre uma atitude mental.
Toda atividade psicológica, consciente ou inconsciente, impede a distribuição e normalização das energias no organismo.
A simples tomada de consciência é sempre uma atividade psicológica.
O silêncio total do pensamento não pode vir de um método, é instantâneo e resulta da compreensão imediata do pensador em relação ao instante do pensamento na vida cotidiana.
O pensador é a divisão, a divisão leva ao conflito e à tensão. O relaxamento autêntico está no estado de unidade e a unidade é quando o pensador não está.
As descrições são perigosas e não correspondem à realidade.
Elas animam o desejo e determinam a escolha.
A escolha leva à concentração e a concentração é uma atitude mental consciente ou inconsciente.
Pensamento não é inteligência. A inteligência está além do eu, quando o pensador não está mais. Expressa-se pelo particular, mas o particular não é a inteligência e o pensamento é o particular.
O eu projeto seus próprios limites. Além do eu, nada é localizado nem limitado.
O pensador é a ação de condicionamento no atual. A ação saída do pensador não é uma ação, mas uma reação de condicionamento. O eu – o pensador – é uma reação à vida, é o movimento do tempo.
O movimento do tempo nasce da divisão e não pode coincidir com a vida.
A totalidade da vida está presente em si mesma em sua unidade atemporal.
Não há diferença entre estar atento ao centro de equilíbrio do corpo, ao centro vital ou inspiração-expiração e ao restante do corpo.
Ser presente à respiração e ao encontro do centro umbilical é estar presente à totalidade do presente, sem que haja a noção de centro, interior ou exterior.
Na atenção, não há mais divisão; as energias são normalizadas no corpo, a respiração é ajustada no centro umbilical.
A harmonia interior engendra harmonia exterior e reciprocamente.
É igualmente possível entender e ver com o centro vital. Isso não pode ser um fim, mas a consequência da manifestação da sensibilidade.
A inspiração simplesmente desliza na transparência luminosa do centro umbilical e a expiração sobe livremente em direção ao exterior.
O ritmo e a amplitude da respiração são normalizados.
Não existe uma verdadeira meditação organizada em um grupo.
A ação na atenção é completa; o exercício físico deve ser uma ação completa como qualquer ação na vida diária.
Não nos tornamos atentos; o devir é o movimento do tempo e a vida é presença a si mesma em sua unidade atemporal.

julho de 1976

A Consciência é Tudo

Agora, pergunte-se, como seria se absolutamente Tudo o que existe é Pura Consciência?
E se não existisse nada físico, material ou mental em qualquer lugar, senão somente Consciência?
Neste sentido, não existiria nenhuma das limitações ou divisões associadas com objetos ou corpos em um mundo material.
Somente Pura Consciência Universal manifestando-se e se criando a cada instante!!
Parece incrível!!!
E é realmente verdade, neste instante toda sua existência, tudo o que existe é verdadeiramente feito de Consciência!!!
A Verdade é muito simples, a dificuldade está em como digeri-la!!!!
Todas Tradições Espirituais tentam nos ensinar como mastigá-la e ter uma boa digestão.
Lembramos que existe uma Unidade Transcendente das Tradições espirituais, como também uma Unidade Imanente de todos os Seres.
Se perguntarmos a qualquer ser humano na rua se ele é consciente, em alguns segundos responderá que Sim!
Toda dificuldade ou indigestão começa quando, acreditamos, como crença e conceito que somos este objeto chamado corpo e mente!!!
Se prestarmos atenção, constatamos por experiencia direta, que o corpo surge ou aparece na Consciência que Somos!!
Quando fechamos os olhos percebemos que o corpo que imaginamos são imagens que não combinam com o que percebemos!
Pois o que percebemos é a pura sensação de não termos limites, ou seja, a transparência ou realidade de Nosso corpo pode vir a ser percebido como o Universo!!! Nosso corpo é o Universo!!!
Pois a Consciência é a Realidade que percebe tudo o que experimentamos neste exato instante!
Aqui estou conversando com a Consciência que está ouvindo estas palavras neste exato momento, aqui e agora!
Sabemos que somos Consciência não é devido as percepções, sensações corporais ou pensamentos que chamamos mente!!
Mas devido a Realidade ou Consciência Universal atemporal em que tudo surge e se manifesta!!
O que todo ser Humano mais busca na vida é algo que já é, de fato, em sua mais básica e essencial natureza, ou seja, Felicidade!!!
Observemos que todas as crianças pequenas transmitem e são Pura Felicidade, pois de fato ainda não estão identificadas com o corpo, ou personagem social, cultural, homem, mulher, adulto, rico, ou pobre, nascido em tal ou qual pais, etc.
Esta Verdade em si mesma é que importa, o restante são sombras, ilusões, conceitos e crenças, descolados de nossa experiencia direta!!!
Essencialmente, a Consciência é vibração, é movimento!
Quando desprovida de progressão, sua natureza é o deslumbramento a Beleza, a Paz!
O que é sentido como movimento, é pura Consciência saturada de Alegria!
Na pura Consciência que somos, o Ator cósmico se coagula em individuo e misteriosamente interpreta todos os papeis no teatro da vida!!
O sentimento ou crença do eu separado é a fonte de todos os males da humanidade!!
Ora, existimos é verdade, mas existimos como ondas no oceano.
As ondas existem, mas não são nada mais de que o oceano.
O eu separado é o conflito, a dissolução do eu separado é a Paz!!
A Felicidade é a ausência da pessoa!!
É o Puro Amor!!
A atenção sem objeto é nosso não-estado original.
A Consciência está lá antes da aparição dos objetos e continua após sua desaparição.
A Consciência não é um estado no qual se entra e se sai, mas o não-estado no qual os objetos vão e vem.
A Consciência é a atenção sem objeto, pois a Consciência é a única constante.
A Consciência é o pano de fundo de toda percepção. É a luz que da vida aos objetos.
O movimento da onda tornou-se único com o movimento do oceano.}
Você sente a plena unidade da Vida Universal. Uma Paz em movimento!
O infinito respira em você, como todo oceano está contido numa gota de agua!!
É a respiração que vai e vem nesta Paz. Doce, suave e transparente.
A paz acolhe a respiração. A respiração é a expressão desta Paz, sem separação.
O Universo respira em você, que é respirado pela Paz do Ser Universal!

Reflexos do Esplendor da Consciência Auto Luminosa

Somos Consciência Auto Luminosa experimentando-se em ressonância com o Ser através do humano!
Quando se trata de compreender nossa autêntica natureza, ela É.
Não se encontra no que somos enquanto corpo, enquanto sensação, pensamento, no que é relativo.
Todo relativo, tudo percebido está no espaço e no tempo.
O que somos esta fora do tempo, não pode ser alcançado.
Um objeto se deixa alcançar, mas não somos um objeto, somos o sujeito último, e enquanto não entendermos isto perfeitamente, permaneceremos na atitude de alcançar, de obter.
Um objeto se deixa obter!
Mas nossa natureza autêntica não, ela É!
Quando este habito de querer obter nos abandona, se dissolve nesta compreensão de que não tem nada a ser obtido, nos encontramos totalmente no presente, em um presente que não tem nada que ver com o relativo; o relativo com suas expressões, mas do qual a PRESENÇA/SILÊNCIO não é a expressão.
O que somos, Presença, éramos antes de nosso nascimento e seremos depois do que se chama morte.
Assim, a PRESENÇA não se deixa obter porque ela É.
É uma percepção instantânea de nossa Totalidade.
Se você se situa na Totalidade, neste posto de observação, todos seus movimentos, se referem ao que chamas de Amor.
Se você se situa no posto de observação da pessoa, todas suas ações são duvidosas.
Você tem que se ver e se habituar a uma espontaneidade total. Na Espontaneidade não existe escolha.
Existe uma espontaneidade autêntica quando você está despojado por completo do conceito de “eu”,
quando esta livre do ator, do personagem.
A espontaneidade não se pensa, não se calcula, é o resultado de nossa Ausência enquanto ego.
A personalidade é simplesmente um instrumento, é um veículo que lhe transporta, mas identificar-se com o veículo não tem sentido. 
A meditação consiste em não ser outra coisa que a Presença e a Abertura deste Espaço!
Não ser outra coisa que este Espaço e tudo que contêm!
E em particular, não ser uma coisa em particular que esta contida neste Espaço.
Ou bem somos o Espaço ou o Espaço com tudo o que contêm!
Sentir-se abertos, sentir-se dentro desta abertura, sentir-se a Abertura!
Então estamos completamente abertos, já não existe nenhuma diferença entre o relaxamento mental e relaxamento corporal!
Tudo se entrega à Presença, à Abertura e ao Espaço!
Pensamentos, sensações e sons surgem por si mesmos dentro desta Abertura, se manifestam e morrem nesta Abertura, neste Espaço!
Neste instante, seu corpo está totalmente transparente, seu corpo é o Universo!
Seu corpo é pura Felicidade e Maravilhamento de SER!

Você é CONSCIÊNCIA AUTO LUMINOSA!!!

Sábios das Tradições


 

Abhinavagupta

Shankaracharya

Ibn Arabi

Rumi

Lao Tse

Chuang Tse

Platão

Plotino

Pitágoras

Attar

Huang Po

Longchenpa

Sábios Contemporâneos


 

Ramana
Maharshi

Nisargadatta
Maharaj

Atmananda
Krishna Menon

Lakshmanjoo

Jean
Klein

Francis
Lucille

Eric
Baret

Jean Marc
Mantel

Inayat
Khan

Rene
Guenon

Frithjof
Schuon

Rupert
Spira

Mentoria

As sessões individuais de aconselhamento e mentoria, online, são uma íntima autorreflexão compassiva e perceptiva, conectando a sabedoria espiritual atemporal com a experiencia direta de Ser a cada instante a vida na busca da Verdade.

 

Muitos anos de experiência na busca do despertar e da Verdade nas Sabedorias das Tradições Espirituais, em contato com mestres Sufis, sábios Taoístas como Liu Pai Lin e Mantak Chia e mestres Advaita como Francis Lucille e Jean-Marc Mantel propiciam ouvir e acolher profundamente suas perguntas. E então perceber onde você pode estar vivendo o autoengano ou sem caminho e orientá-lo na conexão e sintonia com seu próprio conhecimento de Ser Consciencia auto luminosa. Neste sentido ajudá-lo a realinhar-se e harmonizar-se em sua jornada na realização da verdadeira felicidade que somos.

 

Além da experiência em meditação e autoconhecimento dos ensinamentos não duais do Sufismo, do Advaita Vedanta, do Tao e uma apreciação de todas as grandes tradições espirituais do mundo, posso ajudá-lo a descobrir por si mesmo a quinta essência que informa, nutre e une toda a arte de viver a Sabedoria Espiritual.

 

Se está procurando um aconselhamento empático e centrado no coração, em sintonia com sua experiencia, desenvolvimento e baseado na mais profunda compreensão espiritual, estas conversas podem ser alimentos saudáveis, nutridores e adequadas para você.

 

O objetivo destas sessões é iluminar e apoiá-lo em:

 

  • Perceber e permanecer na verdade do seu Ser em todos os níveis da vida cotidiana, confirmando, esclarecendo e afinando seu caminho na jornada espiritual.

  • Acolhendo sua experiência exatamente como é, com um olhar e coração abertos e compassivos.

  • Investigar as histórias e padrões de pensamento, comportamento e ignorância que lhe causam sofrimento.

  • À medida que a luz da consciência que somos iluminar os padrões do personagem que o limitam, naturalmente nos orientamos juntos para a Presença da Consciência de Ser com abertura, clareza, liberdade, amor e verdade.

     

    O aconselhamento e a mentoria acontecem online de qualquer lugar do mundo, pois não existe distância no coração, tudo pode ser bastante íntimo e profundo, pois não importa a distância física.

     

    Se estiver interessado em partilhar juntos, agende uma sessão de aconselhamento ou mentoria. Se tiver alguma dúvida, não hesite em perguntar e entrarei em contato com você.

 

Se estiver interessado em partilhar juntos, agende uma sessão de aconselhamento ou mentoria.
Se tiver alguma dúvida, não hesite em perguntar e entrarei em contato com você.

Leia o QR Code, faça o pix e garanta sua vaga

R$ 200,00

Escolha uma data na minha agenda e marque sua sessão de mentoria

Sobre Aluízio Monteiro

Aluizio Rosa Monteiro tornou-se Terapeuta tradicional, buscando curar-se e conhecer a si mesmo, vivenciando e aprendendo diferentes técnicas terapêuticas tradicionais como: medicina chinesa e ayurvedica, florais de bach, espagiria, alimentação inteligente e fitoterapia; e práticas energéticas corporais como: chi kung, shiatsu, yoga, liang kung, tai chi chuan entre outras.

Escreveu, traduziu, editou e organizou livros para editoras e de forma independente, apresentando a Sabedoria da Vida nas grandes Tradições Espirituais. De Pitágoras à Platão, do Cristianismo ao Sufismo, da Alquimia ao Taoismo, do Zen Budismo ao Hinduísmo em suas diferentes manifestações como o Advaita Vedanta e o Shivaismo da Cachemira. Em todas abordando o núcleo quinta essencial da sabedoria não-dual, ou seja, a Sophia Perennis ou Unidade da Vida que Somos como Consciencia auto Luminosa.

Atualmente dedica-se aos atendimentos terapêuticos presenciais e virtuais. E a difusão do que aprendeu experiencialmente em 50 anos de buscador da Verdade, divulgando a Sabedoria Tradicional não-dual realizada na Alegria da Vida, como o Advaita entre outras, através do seu canal do youtube, Palavras do Silêncio.

Escanear o código